Apaixonado e envolvido com música desde a infância, o brasileiro Renato Araujo, que há 9 anos reside na Europa, onde consegue viver de música (é professor) e se transformou em personalidade após participar da edição do The Voice na Suiça (vídeo abaixo).

O cantor que pretende vir ao Brasil no primeiro semestre desse ano para um show em São Paulo, conversou conosco e nos fala de sua carreira e que sonha em fazer parcerias com artistas brasileiros como Djavan, Jair Oliveira, Pablo Vittar, Ana Carolina, Seu Jorge e Gilberto Gil.

Você canta desde que idade?

Profissionalmente desde os 17 anos, mas cantar eu canto desde pequeno.

Como surgiu a oportunidade de participar do The Voice Suiça?

Não era minha ideia participar de um “castingshow” em outro país, mas a ideia surgiu de uma amiga, que vendo meu potencial em cantar, sugeriu que eu me inscrevesse no The Voice. A ideia deu certo e a fama do programa repercute até hoje.

Você ficou quanto tempo no programa?

Eu passei nas audições, depois no palco na fase “Blind Audition”, interpretando uma canção em dialeto Suíço e posteriormente na fase “Battle” interpretando a canção de Robbie Williams – Angels.

Quais são as suas influências musicais?

Minhas influências musicais vêm do “gospel”, através de minha avó Tereza. Mas com minha mãe, eu cresci ouvindo cantores como: Elis Regina, Djavan, Tim Maia, Renato Russo, Alcione e por aí vai.

Há quanto tempo reside na Suiça e o que levou a mudar?

Eu vivo aqui há quase 9 anos e minha vinda para a Suíça foi através da música. Tive chances de ser músico aqui e sou muito grato ao país por isso.

Tem alguma outra atividade profissional além de cantar?

Além de cantar eu dou aulas de música em uma escola em Zurique.

Como você vê o panorama musical hoje no Brasil?

Eu acho que tudo é fase, tudo é valido. Eu penso que nós perdemos apenas quando deixamos de estudar a música e aprofundar o conhecimento na cultura brasileira, onde há ritmos diversificados. As pessoas hoje querem apenas o “fast food” da música rápida e com isso perdemos a chance de apreciar o que temos de melhor e que os gringos já perceberam melhor que nós. Acho que o foco está demasiado em um lado apenas, quando o foco começar a tomar outras direções, ai sim, seremos surpreendidos.

Foto: Reprodução/Divulgação