Sintomas físicos, psicológicos, momentos difíceis e extremamente tensos. Esses são reflexos da tão assustadora ansiedade, uma das doenças psíquicas que mais vem crescendo em número de diagnósticos nos últimos anos e atingindo todas as faixas etárias.
Os transtornos podem ser divididos em 2 tipos de ansiedade: a ansiedade comum e a patológica. A psicanalista Priscila Fidelis, que trabalha há cerca de quatro anos na área da saúde atendendo pacientes com os mais variados tipos de transtornos de ansiedade, explica a diferença entre as duas.
“Ansiedade comum é uma resposta do corpo, temporária, natural e completamente normal das situações que causam muito estresse. Situações, como por exemplo: fazer uma apresentação e falar em público, uma entrevista de emprego, provas na escola, entre outras diversas ações bem comuns do cotidiano. É uma resposta extremamente normal do corpo”, afirma Priscila.
A ansiedade comum se caracteriza como uma sensação desagradável de apreensão, o que pode ser acompanhada de alguns sintomas físicos, como suor, aperto no peito, dor de cabeça e variando a intensidade de acordo com o grau.
Já a patológica a psicanalista explica que a sensação é muito mais intensa, costumando surgir sem motivo aparente, atrapalhando nas atividades cotidianas. Assim passa a deixar de ser natural e vem a se tornar um real problema, podendo ser chamada de transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico ou fobia, dependendo do caso.
“A ansiedade patológica é diagnosticada no momento em que a ansiedade deixa de ser temporária e passa a ser muito frequente, fazendo com que a pessoa apresente preocupação e medo o tempo todo, até mesmo em momentos não considerados estressantes, como entrar em um elevador ou conversar com um desconhecido. Algumas pessoas não consegue falar no telefone e às vezes chegam ao ponto de não conseguirem sair de casa. Com isso a tendência é vir a ter um agravante com o tempo, especialmente quando não é feito nenhum tratamento”, completa Priscila.
A psicanalista ainda afirma que pessoas com transtornos de ansiedade possuem um risco maior de desenvolver uma depressão. “Quando a doença não é tratada, o ultimo ponto é a depressão, assim como outras doenças psicológicas também. É algo que deixa de ser temporária por um motivo especifico e passa a ser muito frequente. É uma sensação de medo e preocupação o tempo todo até nas coisas mais simples”, finaliza a psicanalista.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a população brasileira é a mais ansiosa do mundo. Mais de 9% dos brasileiros sofrem de transtornos de ansiedade.
Buscar por um estilo de vida mais saudável é uma forma de amenizar a ansiedade, além de várias outras atitudes e mudanças de hábitos diários que podem contribuir para a redução. Confira algumas dicas clicando aqui!
A psicanalista Priscila Fidelis também desenvolveu o Portal Libertar, um espaço de acolhimento para aqueles que muito precisam. Além de disponibilizar suporte para a saúde mental e cuidado diário, o portal oferece diversas ferramentas gratuitas, como conteúdos e vídeos sobre diversos assuntos, inclusive sobre ansiedade. Confira no instagram @PortalLibertar.