Desde março de 2020 que o mundo enfrenta a pandemia do novo coronavírus e desde então, precisou se reinventar. Os cuidados para evitar o avanço do vírus trouxeram o chamado ‘novo normal’, que são as regras atuais de convivência adotadas pelo mundo. Nesse novo padrão imposto depois com o lockdown, a sociedade precisou ajustar as interações e atualizar os hábitos.

Com o fechamento de quase tudo, algumas atividades tiveram que recomeçar de maneira remota para garantir a segurança de seus participantes. O maior exemplo é a escola. Em diversos países no mundo, assim como no Brasil, as escolas fecharam as portas e há quase um ano as crianças não voltaram às salas de aula. Para minimizar os prejuízos, os governos decidiram que as aulas voltariam gradativamente à distância.

O mesmo aconteceu com as celebrações religiosas. As igrejas fecharam suas portas e passaram a transmitir cultos e missas pela internet. Com a desaceleração do contágio, a liberação começou a ser feita e as igrejas tiveram sinal verde para abrir as portas, mas, com uma série de restrições.

Ao invés de casas cheias, o templos tiveram que diminuir a capacidade em até 50% e as cadeiras que antes ficavam lado a lado passaram a ficar até dois metros de distância umas das outras. Em muitos locais, para participar das celebrações ainda é preciso agendamento prévio para evitar aglomerações. O uso da máscara e do álcool em gel permanece obrigatório.

Para o pastor e conferencista Josué Brandão, o novo normal revelou uma valorização da fé e uma desvalorização da comunhão. “As pessoas sentiram muito quando foram proibidas de ir à igreja, mas, quando as autoridades começaram a liberar, as igrejas não registraram superlotação como aconteceu nos shoppings e nas praias. Ficou claro que os cristãos sentiram mais a perda do direito de ir e vir do que saudade da igreja, da comunhão”.

Segundo o estudioso, com a pandemia os cristãos descobriram que podem acompanhar os cultos de casa, no conforto do lar e preferem esse novo jeito. Ele explica que para quem está com pouco interesse, fica mais fácil deixar de acompanhar. “Quando a pessoa vai na igreja e se sente cansada ou desinteressada, ela se sente constrangida em sair no meio do culto e acaba ficando até o final. Mas, quando ela acompanha pela internet, ela não precisa ficar na transmissão e pode sair quando quiser sem ser percebida, isso traz uma sensação de liberdade e as pessoas gostam disso”.

Pastor Josué vai mais adiante e explica que parte desse comportamento se deve ao fato de muitos líderes não conseguirem atrair os fiéis para perto. “Muitos buscam discípulos para si e não para Cristo. Eles se sentem no direito de estabelecer doutrinas próprias. Isso é vaidade e as pessoas não gostam e não precisam disso”.

Sobre o futuro da igreja, o pastos foi taxativo: “profeticamente vai piorar porque os sinais dos fins dos tempos estão claros; esfriamento do amor, desonra e rebeldia”. Mas disse que aquele que crer vai viver uma operação evidente do Espírito Santo se estiver disposto a fazer sua parte.

“Só vai haver novo ano se haver nova vida. É preciso uma mudança de comportamento para obter novos resultados. As pessoas estão cansadas de sofrer e continuam fazendo as mesmas coisas. A bíblia é clara quanto a isso, diz que todas as coisas são lícitas mas, nem todas convém. Eu posso escolher o tempo todo. Então, tem que ser a escolha certa. Escolher obedecer à Deus, amar ao próximo e quando possível, buscar comunhão e ajuda em uma igreja. Isso pode mudar totalmente a vida de uma pessoa”.