Congelamento de óvulos é recomendado para mulheres que optam por gravidez tardia

Ideal é que o procedimento seja feito até os 35 anos de idade, fase que marca a qualidade ovariana

Cada vez mais brasileiras estão adiando a gravidez, seja por conta da instabilidade financeira, carreira em ascensão ou por ainda não terem encontrado o parceiro ideal. Entretanto, a partir dos 35 anos a reserva ovariana começa a diminuir gradativamente e os óvulos apresentam perda de qualidade, segundo o ginecologista especialista em reprodução humana, Dr. Armindo Dias Teixeira. “As alterações se intensificam ainda mais depois dos 40 anos, fase que a mulher conta com apenas 8% da sua função reprodutiva, por isso o congelamento de óvulos é indicado às mulheres que pretendem ser mães um dia”, explica.

Além da preferência pela gravidez tardia, o congelamento de óvulos é recomendado para pacientes que estão em tratamento quimioterápico ou radioterápico e mulheres com histórico de menopausa precoce na família. De acordo com o Dr. Armindo, o ideal é que o procedimento seja feito até os 35 anos de idade, dessa forma existe uma garantia de melhor qualidade oocitária, maior taxa de sucesso na gestação e menor incidência de doenças genéticas. “Não descartamos o congelamento de óvulos depois dessa idade, porém, por apresentar uma reserva ovariana menor, talvez seja preciso realizar o procedimento mais de uma vez para obter um número razoável de óvulos”, enfatiza.

A primeira etapa do congelamento de óvulos consiste na estimulação dos ovários por meio de hormônios injetados a partir do segundo dia do ciclo menstrual. Depois, é feito o acompanhamento do crescimento dos folículos que aparecem nos ovários. Assim que atingem o tamanho adequado, é realizada a retirada dos óvulos através do ultrassom transvaginal. A paciente toma uma anestesia leve e o procedimento demora de 15 a 30 minutos. “Após a retirada, o embriologista realiza o congelamento e armazenamento dos óvulos, até que a mulher decida realizar o tratamento para engravidar. O processo custa de dez a vinte mil reais, além da taxa bimestral ou semestral paga ao laboratório que realizou o armazenamento”, finaliza Dr. Armindo Teixeira.

Para saber mais sobre o assunto acesse o site:  www.doutorarmindo.com.br