O jornalista Fernando Oliveira, o “Fefito” um dos mais conhecidos e queridos profissionais surpreendeu à todos ao postar em suas redes sociais, um comunicado anônimo de uma pessoa dizendo conhecer todos os seus horários e que pretende “descarregar um 38” pelo simples motivo dele ser gay.

Tivemos acesso ao email recebido:

A notícia caiu como uma bomba nas redes sociais, mostrando claramente crime de homofobia e tentativa de assassinato por uma pessoa desiquilibrada e preconceituosa.

Atualmente, “Fefito”é apresentador do Programa Estação Plural, participa do Programa “Mulheres”(TV Gazeta) e é colunista do jornal Agora du Grupo Folha, um dos jornais mais vendidos em bancas no Brasil.

Conheço Fefito há anos, além de excelente profissional, respeitado em seu mercado, é uma das pessoas mais doces e carinhosas que já conheci.

Abomino qualquer tipo de discriminação e providências devem ser tomadas com a máxima urgência, está na hora de pessoas problemáticas e que prejudiquem a vida em sociedade sejam presas para pessoas que expoõe sua personalidade, sem agredir a ninguém corra risco de vida. Cana nesse doente! Já estamos cansado de ver notícias diariamente de homossexuais que são agredidos e assassinatos nesse país, em casos que na maioria não são solucionados e que entram somente em estatísticas, hora de tomar as providências com esses psicopatas.

Vejam a declaração de Fefito em suas redes sociais:

“Hoje fui ameaçado de morte. Alguém me mandou um e-mail dizendo que sabe de todos os meus horários, que vai descarregar um 38 em mim por um único e simples fato: eu sou gay.

A sensação de ler um ataque tão cruel é de dormência. De querer acreditar que a vida não tá mesmo em risco e vai seguir acontecendo. Que tudo é pegadinha. Mas aí eu lembro que não era pegadinha apanhar no colégio por ser afeminado. Não era pegadinha ter fotos suas espalhadas com “viado” escrito na testa e batom passado na boca. Não era pegadinha acordar com medo de apanhar. Não era pegadinha ter de fugir de gente me perseguindo na rua. Não é pegadinha o Brasil ser o país que mais mata LGBTs em todo mundo. Não é pegadinha a expectativa de vida das mulheres trans ser de 35 anos. Não é pegadinha. É nossa vida. Nossa realidade. Todo dia. Toda hora.

A gente vive com medo. Por mais conforto que uma – pequena -parcela da população LGBT tenha, ela também vive com medo. De ser excluído pela família, de ter seu amor escondido, de apanhar. De morrer.

Por mais que esse país seja formado por pessoas que insistem que não existe homofobia (nenhum hetero morre por ser hetero, hellooooo!), por mais que a homofobia não seja criminalizada, por mais que as investigações raramente deem em algo, eu vou atrás de meus direitos. Eu vou pedir punição a quem promove o terror. A quem tirou o sossego da minha mãe.

Pegadinha ou vida real, não se ameaça ninguém de morte. E eu não vou ter medo. Eu não vou varrer minha vida pra baixo do tapete. Eu vou estar atento e forte. E a cada dia mais orgulhoso de quem sou. Minha vida vale muito. E a sua também.

O ódio de ninguém não vai parar o amor em meu coração. Sejamos firmes! 💪🏻🌈🏳️‍🌈 “