Movido pelo o que chama de “política positiva”, o empresário Geraldo Rufino, candidato a Deputado Federal pelo estado de São Paulo, visa melhorar as ações do estado e acredita em uma política que pense mais nas pessoas, onde todos tenham as mesmas oportunidades de forma “desburocratizada”.

Seu conhecimento sobre negócios e oportunidades vem desde muito cedo: Geraldo começou a ganhar dinheiro vendendo latinhas aos 9 anos e aos 11 criou seu primeiro “empreendimento”.

Apesar de ser negro e admitir que a população negra sofre abandono do estado, o empresário é contra as cotas raciais e acredita que as oportunidades podem estar ao alcance de todos e que o segredo está no ensino de base, onde deveriam ensinar na escola como as pessoas podem empreender no futuro e buscar as oportunidades.

Entrevista:

O senhor é conhecido como um empresário bem-sucedido, autor de livros e palestrante. O que te levou a concorrer a um cargo político?

Indignação. Cansei de ver o estado atrapalhar o crescimento das pessoas. Para cada 10 pessoas que buscam se desenvolver na vida, 7 o estado parece fazer questão de atrapalhar. Precisamos melhorar a efetividade das ações do estado. Quanto o estado de São Paulo arrecada para o PIB nacional? Quanto se perde em corrupção e ineficiência do estado? Entrei para melhorar isso, fazer as coisas do jeito certo.

O senhor carrega consigo a questão da positividade, inclusive está no título de seu último livro “O poder da positividade” e agora na sua campanha. Para você, o que é uma “política positiva”?

Política que pense nas pessoas, política que permita e de condições reais para que as pessoas possam voltar a sorrir. Poder ajudar os moradores das comunidades dando condições e oportunidades para que eles possam reescrever a história deles. Isso é política positiva! Sem corrupção, sem atrapalhar e ingressar ninguém. A política precisa ser menos Brasília e mais Brasil.

Como o senhor vê a desigualdade social em nosso país? Qual seria o caminho para uma sociedade mais igualitária?

Conheço bem o que o povo sofre com a desigualdade, porque eu vivi também. Criei condições para poder mudar isso em minha vida, agora quero criar essas condições para que as pessoas possam mudar também. O melhor caminho é dando oportunidade. O governo e a política já pararam pra ver o número de empreendedores que existem na comunidade do Heliópolis? No Paraisópolis? Na Brasilândia? Tem muita gente lutando para ganhar, e o caminho é dar condições para que as pessoas possam lutar e vencer. Esse é o caminho.

O senhor acha que as oportunidades para os negros são escassas? Você é a favor das cotas raciais? Existe algo que ainda pode ser feito a favor dos negros?

Cota é a esmola que a política dá para fingir que está equilibrando a desigualdades. Daqui a pouco o número de cotas que temos não será o suficiente para atender a todos que realmente precisam. Precisamos ensinar na base, ensinar na escola como as pessoas podem empreender no futuro, buscar oportunidades, fomentar a criatividade do brasileiro. Eu procuro não segregar, não separar. Entendo, e isso está claro para todos, que a população negra sofre muito com o abandono do estado, mas como cidadão e agente político tenho o dever de olhar para o negro, para o branco, para o índio, para o imigrante. Preciso olhar para todos que necessitam de cuidados melhores.

O senhor começou a empreender muito cedo e se tornou inspiração para jovens sonhadores. Hoje as pessoas que querem empreender enfrentam uma certa burocracia e uma série de dificuldades para abrirem seus negócios. O senhor tem alguma proposta quanto a isso?

No meu primeiro dia de mandato, eu e minha equipe, iniciaremos a análise de todas leis que o congresso já aprovou. Todas as leis inúteis que foram aprovadas, leis que engessam o trabalho do empreendedor, leis que excluem oportunidades para o brasileiro melhorar a vida, nós lutaremos para revogar cada uma delas. Será um “revogaço” no congresso nacional. Consultarei a sociedade e os grupos pertinentes, faremos isso em conjunto. Levaremos um movimento empreendedor para a política, desburocratizando e facilitando. Ou a política facilita para o brasileiro ou o brasileiro facilitará a política.

Além da desigualdade social, quais outros principais pontos devem ser melhorados em nosso país e estão no seu plano de gestão?

Os investimentos precisam ser melhor direcionados, vamos qualificar a política, desburocratizaremos o Brasil. Vamos cuidar do Brasil com melhor carinho, olhar para a segurança das pessoas com mais cuidado e seriedade. Queremos elevar a qualidade do ensino público, dando atenção ao ensino de base e o ensino médio que sofrem diariamente. Entrarei na política para fazer o que precisa ser feito e a política nacional não está fazendo.

Entrevista ao Jô Soares: https://globoplay.globo.com/v/4077418/

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