Causou o maior bafafá o “Especial de Natal – A Primeira tentação de Cristo” do Porta dos Fundos, engraçadíssimo por sinal, que apresentou uma festa de aniversário surpresa de Jesus Cristo, onde seus dois pais (José e Deus) disputam a paternidade e o amor de Maria, além de um diabo gay vivido por Fábio Porchat e um Jesus Cristo fazendo a linha “paz e amor”e vivendo novas experiências.   O vídeo causou a ira dos cristãos que movimentaram as redes sociais e fizeram até um abaixo-assinado tentando proibir a exibição do filme.   E  a confissão não parou por ai, o Centro Dom Bosco, noticiou que entrou com uma ação contra a Netflix e o Porta dos Fundos, pedindo um valor de R$ 5 milhões, alegando que o filme é um ato de vilipêndio à fé cristã. 

Essa não é a primeira vez que o Centro Dom Bosco processa o “Porta dos Fundos”: em 2017 eles entram com uma ação na Justiça devido a exibição do filme “O céu católico”onde Fabio Porchat e Gregório Duvivier (ambos ateus) ridicularizam o conceito do paraíso, gerando a ira dos cristãos. Nesse esquete de humor, Adolf Hitler está no céu, porque teria pedido perdão na hora da morte, enquanto outras pessoas estariam no inferno por ingestão de alimentos proibidos ou trabalhado em “dias santos”.  O valor da ação chegou a R$ 2 milhões, mas o “Porta dos Fundos”  acabou vencendo na Justiça sob alegação que fazem valer sua “liberdade de expressão˜.

Um padre saiu em defesa ao Porta dos Fundos, explicando em alguns portais e redes sociais a diferença entre blasfêmia e sátira: “a blasfêmia é uma possibilidade de desvio dentro da comunidade da fé, enquanto a sátira é uma linguagem e um recurso crítico do campo das artes, de tipo humorístico. Quando, por diversas razões, os humoristas tentam entrar no campo religioso, é importante distinguir o alvo que querem atingir. O alvo da blasfêmia é Deus e o alvo da sátira é a imagem de Deus projetada publicamente por aqueles que dizem crer nele. Os que se utilizam da sátira falam sobre nós, nossas crenças, nossas práticas e não sobre Deus. A sátira se constrói em caricaturas, as vezes exagerando traços que vão na linha da crença comum, para fazer enxergar o que não se vê; às vezes, construindo imagens chocantes, para provocar criticamente a crença comum.”

 

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