Fotos: Divulgação

Ela é uma dessas mulheres guerreiras que lutam por seus objetivos. Foi homenageada por uma Escola de Samba de São Paulo, diante sua coragem e garra, levantando a bandeira da paz entre as raças e etnias. Benazira Djoco, nascida em Guiné Bissau (África), foi erradicada no Brasil e, desde sua chegada, luta para garantir os direitos dos imigrantes africanos por aqui.

Ela é voluntária e embaixadora da ONG “Africa do Coração”, entidade que viabiliza a entrada de imigrantes africanos em nosso País, dá acesso à informação e o encaminhamento à cidadania no Brasil. Essa posição de destaque chamou atenção de uma tradicional escola de samba de São Paulo, a Pérola Negra, que, em um enredo exaltando a força da mulher, em 2019, destacou Benazira como a Rainha Sebá –  que governou uma sociedade antiga onde homens e mulheres tinham direitos iguais, tendo grande sucesso em sua gestão e elevando a qualidade de vida de seu povo, na época.

A modelo e ativista africana Benazira Djoco

A visibilidade foi de extrema importância e gratificação para Benazira, que pode observar suas ações tendo efeito no Brasil. Na Escola, ajudou a comunidade com trabalho voluntário e pretende ampliar suas ações para que mais pessoas possam se beneficiar com a ONG e seus trabalhos paralelos. “Foi de extrema importância participar desse desfile e mostrar mais do meu trabalho para o grande público, através da mídia e das pessoas que eu conheci. Isso me fez ter mais força para continuar lutando pelo que acredito e dando mais chances ao meu povo, aqui no Brasil”, conta Benazira.

O destaque no Carnaval gerou interesse de outras Escolas de Samba, que querem Benazira no Carnaval 2020. “Ainda estou conversando. Meu objetivo agora é a ONG e ainda tenho que entender todas as propostas para o próximo Carnaval“, despista.  Para esse ano, ainda, Benazira pretende focar em sua nova produção, o programa “Cor da Pele”, na SOT TV e na ONG que é embaixadora, que recentemente teve avanços à frente da Prefeitura de São Paulo, consolidando parceria na ADESAMPA (Agencia São Paulo de Desenvolvimento Econômico), que cedeu trinta bolsas de estudos para imigrantes da ONG, onde os sete mais bem qualificados receberão, ainda, trabalho efetivo, concedido pela Prefeitura de SP.